Os primeiros 30 dias de um piloto Nellia
O que rola entre o diagnóstico que fechou o piloto e o sistema operando sozinho. O ritual real, sem deck, sem promessa, descrito por semana.
Quem fecha um piloto Nellia geralmente pergunta a mesma coisa nos primeiros dias: "e agora?". A pergunta faz sentido porque o piloto é diferente de comprar SaaS (que começa com você logando num painel) e diferente de contratar consultoria (que começa com workshop). O piloto Nellia começa com a gente sentando junto. Aqui o que acontece por semana, sem retórica.
Semana 0 a 1, a gente senta junto
Os primeiros sete dias são presença. Time mesclado, na mesma call ou na mesma sala, acompanhando o trabalho real. Quem responde cliente no WhatsApp, como entra venda, onde a coisa trava. Nada de discovery formal. A gente assiste a operação rolando e anota.
Sem deck. Sem hora cobrada na conversa inicial. Sem entregável simbólico tipo "mapa da empresa" que nunca vira ação.
Semana 1, o mapa de gargalos sai
No fim da semana, a gente devolve o que viu: 3 a 5 gargalos rankeados por custo de oportunidade. Cada gargalo tem o número estimado de horas que o time perde nele por semana e o número de vendas perdidas por mês. Não é planilha de consultoria com 80 colunas, é uma página A4 com cinco linhas.
Você decide qual gargalo a gente ataca primeiro. Geralmente é o mais doloroso (não o mais fácil). Se você escolhe o mais fácil, a gente sinaliza que tem outro mais alto de oportunidade, mas a escolha é sua.
Semana 2 a 3, a ferramenta entra
A gente instala a capability que ataca o gargalo escolhido. Se for Connections Hub, isso é wiring com o WhatsApp Business da sua empresa, configuração de templates aprovados pela Meta, e treino do robô com a sua linguagem real. Se for Marketing OS, é conexão com Meta Ads, ingestão dos criativos atuais, e definição de policy de gasto.
- →O Guardian é configurado primeiro, antes da capability executar qualquer ação
- →Sua policy de gasto, de canais autorizados e de horários proibidos vai pra arquivo declarado
- →O audit log começa a registrar do minuto zero, antes mesmo do sistema fazer a primeira ação
- →Você recebe acesso ao painel e treino de 30 minutos pra navegar
Semana 3 a 4, afinação com você no comando
A capability começa a operar. As primeiras ações sobem pro seu painel com detalhe (quem fez, o que fez, qual policy bateu). Você revisa, comenta, ajusta o tom. Cada correção vira aprendizado: o sistema lê seus comentários como sinal e ajusta o comportamento dentro da policy. Em 5 a 7 dias, a maioria das ações já não precisa do seu olhar.
No dia 30 tem uma call de checkpoint. A gente apresenta os números rodados (não estimados): quantos leads atendidos, quanto economizado em horas, quanto rendido em vendas atribuíveis. E você decide: o piloto continua como Pacote, ou para por aqui.
O piloto é um experimento honesto. Se a malha não fecha, a gente encerra. Sem multa, sem vínculo, sem cara feia.
O que NÃO acontece em 30 dias
- →A operação inteira não vira automática. O piloto é vertical específico, escopo definido
- →Você não larga o controle. Cada ação fica registrada, cada policy é sua
- →A equipe não é substituída de uma vez. O time ganha tempo pra trabalho de margem maior, não some
- →O cliente final não vira robô vs cliente. Conversas sensíveis sobem pra humano
É um ciclo previsível porque a gente faz o mesmo ritual em todo piloto, ajustando só pelo vertical. Pousada, distribuidora, escritório contábil, comercial B2B. O ritmo muda pouco. A clareza, nunca.